Por que trocar o Snap pelo Flatpak? (O Papo Real)
O Snap (da Canonical) é potente, mas tem umas "paranoias" que irritam o usuário comum:
* Mounts Fantasmas: Cada app Snap cria um disco virtual (loop device), deixando o seu comando lsblk ou o utilitário de discos uma bagunça total.
* Updates Forçados: O Snap decide quando atualizar, muitas vezes no meio do seu trampo.
* Performance "Pesada": O sistema de compressão do Snap pode dar aquele delay chato na hora de abrir um Spotify ou um navegador.
O Flatpak é mais "limpo": usa bibliotecas compartilhadas, não entope sua lista de discos e te dá o controle total de quando atualizar.
Tutorial: Do Snap ao Flatpak (O Caminho da Liberdade)
a) Preparando o Terreno (Instalar o Flatpak)
A maioria das distros já aceita o Flatpak de boa. No Debian, Ubuntu ou derivados, manda essa no terminal:
sudo apt update && sudo apt install flatpak
b) Adicionar a "Loja" (Flathub)
O Flatpak sozinho é só a ferramenta. O Flathub é onde a mágica acontece (onde estão os apps).
flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo
Importante: Reinicie o sistema depois disso pra garantir que tudo se integre perfeitamente.
c) O "Super Poder": Flatseal
Diferente do Snap, onde as permissões são uma caixa preta, no Flatpak você usa o Flatseal. Ele permite que você decida se o app pode ver sua pasta Home, usar sua GPU ou acessar a rede.
Para instalar:
flatpak install flathub com.github.tchx84.Flatseal
d) Substituindo os Apps:
Se você tem o Spotify ou Discord em Snap, desinstale-os e coloque a versão Flatpak. Você vai sentir a diferença na inicialização na hora.
* Para remover o Snap: sudo snap remove nome-do-app
* Para instalar o Flatpak: flatpak install flathub nome-do-app
Cuidado!
Algumas ferramentas no Ubuntu podem tentar reinstalar o snapd silenciosamente. Se você quer deletar o Snap de vez da sua vida, pesquise como dar um "pin" no pacote para o sistema nunca mais baixar ele sozinho.
O Flatpak não é perfeito, mas para quem quer um sistema que "apenas funciona" sem processos de fundo comendo RAM sem avisar, é o caminho visionário.
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